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In this photographic article, we gather five Brazilian choreographers and dancers who are over 50 years old: Eva Schul (72), Robson Duarte (57), Eduardo Severino (57), Suzi Weber (55) and Mônica Dantas (52). Movement and dance photos support a narrative about age, longevity and fragility in contemporary dance. We try to answer some questions: how old is too old to dance? How do we embody time? How do we integrate damage and fragility to our dance? We have been collaborating with Eva Schul since the 1990s, and in parallel, we have been developing our own work. Since the 1980s, Eva Schul has been working with contemporary dance integrating somatic practices. So, this visual essay addresses topics related to the history of somatic practices and contemporary dance in southern Brazil and somatic perspectives on the ageing issue. We intend to give voice and image to those dancers and choreographers that are challenging the perspective of body image in dance, and highlight their older bodies, which can display vulnerability and fragility and, at the same time, strength and desire, ready to fight the battles of art and life. Our vision is that to give voice and image to those dancing bodies matured by the passage of time constitutes a political act.
ResumoO ensaio visual reúne cinco artistas, todos com mais de 50 anos, que continuam atuando como bailarinos e coreógrafos: Eva Schul (72), Robson Duarte (57), Eduardo Severino (57), Suzi Weber (55) e Mônica Dantas (52), fotografados por Lu Trevisan (50). Imagens em movimento dão suporte a uma narrativa sobre idade, longevidade e vulnerabilidade na dança contemporânea. Buscamos responder às seguintes questões: Com qual idade nos tornamos velhos para dançar? Como incorporamos o tempo? Como integramos o desgaste e a fragilidade a nossas danças? Temos colaborado com Eva Schul desde os anos 1990 e em paralelo desenvolvemos nosso próprio trabalho. Desde a década de 1980, Eva Schul tem trabalhado com dança contemporânea integrada a práticas somáticas. Sendo assim, este ensaio se relaciona à história das práticas somáticas e da dança contemporânea no sul do Brasil, bem como a perspectivas ligadas a dança e envelhecimento. Nosso propósito é dar voz e visibilidade a dançarinos e coreógrafos que estão desafiando perspectivas hegemônicas do corpo na dança, mostrando que corpos envelhecidos podem ser vulneráveis e frágeis, mas ao mesmo tempo, mostram-se fortes e desejantes, prontos para o combate da arte e da vida. Pensamos assim que dar voz e imagem a esses corpos maturados pelo tempo é também um ato político.